Teve início nesta quarta-feira (26/08), na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em Maputo, uma formação de Educadores de Pares, integrada no plano de expansão da iniciativa “Txeka Já”, um programa de aceleração da resposta ao HIV nas Instituições de Ensino Superior (IES).

Promovida pelo Conselho Nacional de Combate ao SIDA (CNCS), em parceria com o Centro de Coordenação dos Assuntos de Género (CeCAGe) da UEM, a formação com a duração de dois dias e subordinada ao lema: “Acelerando a Resposta ao HIV e SIDA nas Instituições de Ensino Superior (IES): TXEKA JÁ”, visa fortalecer as capacidades dos Educadores de Pares para a promoção de comportamentos e estilos de vida saudáveis entre os estudantes.
Durante a formação, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre temas como: a prevenção do HIV, consumo de drogas, saúde sexual e reprodutiva, prevenção e combate à Violência Baseada no Género (VBG), bem como estratégias para contribuir para tornar o campus universitário, num lugar mais seguro, saudável, inclusivo e acolhedor.

Reforçar a prevenção e reduzir comportamentos de risco
Na abertura de formação, a Directora do CeCAGe, Gracinda Mataveia, chamou atenção para alguns comportamentos de risco que podem aumentar a vulnerabilidade dos jovens, nomeadamente, o consumo abusivo de álcool e outras drogas, a utilização insuficiente dos serviços de saúde sexual e reprodutiva e a prática de relações sexuais desprotegidas.

Ao abordar a iniciativa “Txeka Já”, Gracinda Mataveia, apelou aos estudantes para que sejam vigilantes no ambiente universitário e contribuam para a redução do estigma e da discriminação contra as pessoas vivendo com HIV”, salientou
Por sua vez, o representante do CNCS Osvaldo Mauaie, destacou a importância da testagem do HIV e explicou que a iniciativa “Txeka Já” procura incentivar os jovens a conhecerem o seu estado serológico e a adoptarem comportamentos seguros de modo a reduzir a vulnerabilidade à infecção pelo HIV.

Segundo Mauaie, conhecer precocemente o estado serológico permite que a pessoa tenha maior consciência sobre os riscos associados ao seu modo de vida e possa tomar decisões informadas sobre a sua saúde.
“Quanto mais cedo a pessoa ficar a saber do seu estado serológico, estará mais consciente do risco e da gestão desse risco. E, se o teste for positivo, poderá receber tratamento, cuidados e apoio caso seja necessário”, explicou.
Ao longo da formação, os Educadores de Pares da UEM participaram activamente nas sessões, colocando questões, partilhando experiências e conhecimentos e discutindo formas de levar as mensagens de prevenção aos seus pares. No final, os participantes manifestaram o compromisso de aplicar os conhecimentos adquiridos e de desempenhar um papel activo na promoção da prevenção do HIV, da saúde sexual e reprodutiva, de estilos de vida saudáveis e da prevenção da violência baseada no género no ambiente universitário.