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Há mais pessoas a viver com HIV no mundo do que alguma vez houve, em resultado da melhoria da medicação disponível. Só em Moçambique há mais de 2 milhões de pessoas seropositivas (Spectrum, 2018).

Tomando os medicamentos de forma correcta e escolhendo comportamentos e estilos de vida positivos, essas pessoas podem manter-se saudáveis durante décadas. Esta secção oferece importantes dicas e recomendações para promover e proteger o bem-estar das pessoas que vivem com HIV.

1 – Será que devo fazer o teste de HIV?

Deve começar tratamento médico e iniciar o tratamento para o HIV assim que for diagnosticado com HIV. O tratamento do HIV, a chamada terapêutica antirretroviral ou TARV, é recomendada para todas as pessoas que vivem com HIV. Tomar medicação para tratar o HIV abranda o avanço do HIV e ajuda a proteger o seu sistema imunitário. Se tomada correctamente e todos os dias, a medicação pode mantê-lo saudável durante muitos anos, e dar-lhe um tempo de vida semelhante a uma pessoa HIV-negativa.

O objectivo do tratamento antirretroviral é baixar a carga viral do HIV no seu corpo – idealmente para um nível indetectável. A carga viral é a quantidade de HIV que uma pessoa tem no seu sangue. Considera-se que uma pessoa tem uma carga viral indetectável (ou suprimida) se ela tiver menos de 200 cópias de HIV por cada mililitro de sangue.

Se conseguir obter e manter uma carga viral indetectável, não corre risco de transmitir o HIV ao seu parceiro HIV-negativo durante relações sexuais. Só é possível saber a sua carga viral através de uma análise ao sangue que é feita no hospital.

Se estiver a tomar medicação para tratar o HIV, consulte regularmente o seu profissional de saúde e tome sempre a sua medicação conforme recomendado pelo seu profissional de saúde para manter a sua carga viral (a quantidade de HIV no sangue e em todo o corpo) o mais reduzida possível.

2- Devo dizer a outras pessoas que tenho HIV?

É importante divulgar o seu estado de HIV aos seus parceiros sexuais e de partilha de seringas, mesmo que não se sinta confortável a fazê-lo. Comunicar sobre o seu estado serológico permite que ambos tomem medidas para se poderem manterem saudáveis.

3 – Ter apoio de outras pessoas é importante?

Receber um resultado positivo num teste de HIV pode ser um acontecimento que muda uma vida. As pessoas podem sentir muitas emoções - tristeza, desespero e até raiva. Nos serviços de saúde, vai encontrar profissionais disponíveis para o ajudarem na primeira fase do seu diagnóstico e a manter-se saudável.

Conversar com outras pessoas que vivem com HIV também pode ser útil. Procure um grupo de apoio perto de si.

4 - Como diminuir o risco de transmitir HIV ?

O HIV é transmitido através de certos fluidos corporais de uma pessoa infectada com HIV: sangue, sémen (esperma), fluido pré-ejaculatório (pré-esperma), fluidos retais, fluidos vaginais e leite materno. Além disso, uma mãe pode transmitir HIV ao seu bebé durante a gravidez, durante o parto, através da amamentação ou por mastigar previamente a comida do bebé.

Quanto mais elevada for a sua carga viral (quantidade de HIV no corpo), maior probabilidade existe de transmitir HIV a outros. Se a sua carga viral for indetectável (abaixo de 200 cópias por mililitro de sangue, não corre risco de transmitir o HIV ao seu parceiro HIV-negativo durante relações sexuais.

Todavia, isto apenas é verdade se conseguir manter a sua carga viral indetectável ou suprimida. Não tomar a medicação para o HIV correctamente e todos os dias pode aumentar a carga viral. O uso de métodos combinados de prevenção  é por isso recomendado.

Pode igualmente proteger os seus parceiros fazendo o rastreio e tratamento a outras Infecções de Transmissão Sexual (ITS). Se ambos tiverem HIV e alguma outra ITS com lesões, tais como a sífilis, o seu risco de transmissão de HIV pode ser cerca de três vezes maior do que se não tiver quaisquer ITS com lesões.

Tomar outras medidas , como usar um preservativo correctamente sempre que tiver relações sexuais ou os seus parceiros tomarem medicação para prevenir o HIV (designada por profilaxia de pré-exposição ou PrEP ) pode reduzir ainda mais a probabilidade de transmissão de HIV.

5 - Como posso falar com o meu parceiro ou parceira sobre sexo seguro?

Quer esteja infectado por HIV ou não, é muito importante evitar a transmissão do vírus e de outras infecções de transmissão sexual (ITS). Ficam aqui algumas ideias para começar a conversar com o seu parceiro ou parceira sobre sexo seguro:

  • Tenho sentimentos fortes por ti e gosto da forma como o nosso relacionamento está a avançar, mas antes de avançarmos mais preciso de te contar algo: eu sou seropositivo.
  • Amor, que tal conversarmos sobre como nos podemos proteger? Quando fizeste o teste de HIV a última vez?
  • Podemos conversar sobre sexo? Sexo seguro é algo muito importante para mim.
  • É verdade que ainda não falámos sobre isso, mas podemos concordar em usar preservativo quando chegar o momento de termos relações sexuais para nos mantermos protegidos?
  • Sei que nos conhecemos há pouco tempo e não sabemos muito um sobre o outro, mas quero dizer já que sexo seguro é um assunto muito importante para mim. Quando foi a última vez que fizeste o teste de  HIV e de outras infecções de transmissão sexual?

6 - Como é que o HIV afecta a minha saúde mental?

Quase todas as pessoas lidam com problemas, stress e perturbações mentais em algum momento da vida. Viver com HIV, assim como viver com outra doença crónica, pode ser um factor de grande preocupação, de emoções negativas e de stress profundo. Estar bem mentalmente é essencial para vivermos a nossa vida na plenitude e para a nossa saúde. Por isso, é importante percebermos quando precisamos de apoio e procurar esse apoio. Por exemplo, na unidade sanitária podemos conversar com um psicólogo, ou procurar um grupo de apoio para pessoas que vivem com HIV e que lidam com as mesmas preocupações.

7 - O que é a depressão causada por HIV e onde buscar ajuda?

Uma das perturbações mentais que as pessoas vivendo com HIV mais enfrentam é a depressão. A depressão pode ter vários níveis, de leve a severa, e os seus sintomas afectam a capacidade de a pessoa viver a sua vida normal. Exemplos de sintomas de depressão:

  • tristeza constante,
  • ansiedade,
  • sentir-se “vazio,”
  • sentir que nada nem ninguém pode ajudar,
  • negatividade,
  • perda de apetite, e
  • falta de vontade e interesse em estar com outras pessoas.

A depressão pode e deve ser tratada. Peça a um provedor de saúde ou trabalhador de saúde comunitário para o referenciar a um profissional que lhe possa dar apoio psicológico.
Pode também juntar-se a um grupo de apoio.

8 - O HIV afecta a alimentação e nutrição? O que fazer?

Sim, isso pode acontecer. É frequente as pessoas que vivem com HIV sentirem:

  • mudanças no metabolismo;
  • alguns medicamentos podem desregular o estômago;
  • algumas doenças oportunistas podem tornar mais difícil engolir alimentos sólidos e líquidos;
  • alguns alimentos podem interferir com o Tratamento

Antirretroviral (como carne e peixe crus).
Esses problemas podem prejudicar a capacidade do corpo para absorver nutrientes vitais para manter uma boa saúde.
Uma alimentação rica em nutrientes é essencial para nos mantermos saudáveis. Para as pessoas que vivem com HIV, ter uma boa alimentação tem diversos benefícios:

  • Fornece ao corpo a energia e nutrientes de que precisa para combater doenças oportunistas;
  • Ajuda a manter um peso saudável;
  • Ajuda a gerir os sintomas do HIV;
  • Melhora a absorção dos medicamentos e ajuda a reduzir os seus efeitos secundários.

9 - É importante fazer exercício?

Fazer exercício ajuda a manter o corpo e a mente saudáveis. Aumenta a força, a resistência e a boa forma do corpo, o que ajuda a manter o sistema imunológico forte e a combater as infecções e doenças oportunistas.
As pessoas que vivem com HIV podem fazer os mesmos tipos de exercícios que as pessoas que não têm o vírus. Procure um tipo de exercício que lhe dê prazer e ajustado ao seu estado físico e exercite-se com regularidade.

10 - Qual o impacto do tabaco na saúde de uma pessoa com HIV?

Fumar aumenta o risco de cancro de pulmão e outros tipos de cancro, problemas de coração e pulmonares, asma e outras doenças, assim como o risco de morrer jovem. Por estas razões, fumar tem um impacto muito negativo na saúde de qualquer pessoa. Numa pessoa vivendo com HIV esse impacto é ainda mais negativo. As pessoas com HIV têm uma tendência maior para fumar mais do que as outras pessoas.
As pessoas vivendo com HIV que fumam estão mais propensas do que as pessoas sem HIV a:

  • Desenvolver cancro de pulmão, cancro da cabeça e dos pulmões, cancro cervical e anal, e outros tipos de cancro;
  • Desenvolver e problemas cardíacos;
  • Desenvolver problemas que afectam a boca;
  • Responder pior ao TARV.

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