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Nótícia

Segundo Dr. Mbofana “Não se pode acabar com o HIV e SIDA trabalhando sozinho”

11 de Junho de 2019

Maputo, 20 de Maio – A lição foi dada esta segunda-feira, em Maputo, à margem do debate sobre as “barreiras da cultura e educação no combate ao HIV e SIDA”, organizado pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), que contou com a presença de estudantes, académicos, sociedade civil entre outros parceiros.

O Secretário Executivo do Conselho Nacional do Combate ao SIDA, Dr. Francisco Mbofana, chamou atenção as organizações que têm o hábito de trabalhar de forma isolada. “Há gente que pensa que vai acabar com o HIV trabalhando sozinho”, disse Dr. Mbofana, acrescentando que “qualquer coisa que um interveniente faz, em princípio, deveria ser no contexto do Plano Estratégico Nacional”.

Dr. Francisco Mbofana, referiu que cada interveniente têm a obrigação de dizer ao órgão coordenador “o que está a fazer” com vista ao alcance de objectivos comuns. “A Resposta HIV e SIDA é baseada nos princípios dos “Três Uns” (um único plano estratégico, um único plano de monitoria e avaliação e uma única entidade coordenadora). O CNCS e o Secretariado Executivo, devem assegurar a juncão de esforços, para o alcance de objectivos comuns e, isso, passa pela colaboração de todos”, apelou Dr. Francisco Mbofana.

O Secretário Executivo do CNCS, que esteve no encontro como palestrante, falou também do historial da Resposta Nacional ao HIV e SIDA, Natureza do CNCS, Competências do CNCS, Conselho Técnico do SE-CNCS e do decreto 59/2017.

Por seu turno, a directora regional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Dra. Lídia Brito, também palestrante no encontro, questionou durante a sua apresentação, sobre o impacto dos dados dos inquéritos (INSIDA e IMASIDA) na educação. Na sua opinião “os dados deveriam estar mais detalhados. Assim como estão, é difícil medir e contextualizar”.

Lídia Brito defende que a educação eficaz requer métodos participativos e outras abordagens centradas no aluno, além de uma sequência lógica que consolide conhecimentos e competências, bem como introduza o assunto de maneira apropriada e relevante para idade, situação social e o desenvolvimento cognitivo dos alunos.

Para Brito, as escolas tem um papel particularmente relevante para alcançar grande número de jovens e que os programas de educação com base na escola tem sido eficazes no desenvolvimento tanto de atitudes saudáveis quanto de habilidades entre os jovens.

A antiga Ministra do Ensino Superior Ciência e Tecnologia referiu num outro desenvolvimento, que o estudo regional mostra que os professores têm dificuldades de transmitir conhecimentos/habilidades para a vida aos seus estudantes.

De salientar que este encontro, contou ainda com outros dois palestrantes, nomeadamente, o Dr. Irénio Gaspar do PNCHIV/MISAU e Dr. Diogo Milagre em representação da Pathfinder,

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