Decorreu de segunda a quarta-feira, na Universidade Pedagógica de Maputo, uma formação de formadores de educadores de pares, integrada no plano de expansão da iniciativa “Txeka Já” — um programa de aceleração da resposta à epidemia do HIV nas Instituições de Ensino Superior (IES).

Promovida pelo Conselho Nacional de Combate ao SIDA (CNCS), em estreita articulação com a Direcção Nacional do Ensino Superior do Ministério da Educação e Cultura e com o apoio de parceiros, a formação visa fortalecer capacidades dos participantes em temas como: Prevenção do HIV, Promoção de estilos de vida saudáveis, Prevenção do consumo de drogas, Prevenção e combate a Violência Baseada no Género (VBG).

Na abertura do evento, o Vice-Reitor da UP em Maputo, Prof. José Castiano, destacou a importância das instituições de ensino superior assumirem um papel central na promoção da saúde e no combate à epidemia no contexto universitário.
Referiu que, desde o seu lançamento, em Setembro de 2021, a iniciativa “Txeka Já” reconhece que o ensino superior não é apenas um espaço de transmissão de saber, mas um agente de transformação social e com potencial decisivo na resposta ao HIV e SIDA dentro das comunidades académicas.
Para Castiano, o evento decorre num período crítico no qual Moçambique figura entre os países com elevados índices de prevalência do HIV a nível mundial. Nesse cenário, entende o Vice-Reitor que, a estratégia de formar educadores de pares permite mais do que difundir informação, como também cria redes de confiança entre estudantes.
Por seu turno, o Secretário Executivo do CNCS, Francisco Mbofana, reforçou a necessidade de se investir de forma estratégica, com recursos limitados. Explicou que o modelo “Txeka Já” foi adaptado a partir de uma experiência da África do Sul e ajustado à realidade moçambicana.
Entre os desafios destacados, o Secretário Executivo do CNCS reforçou que, os recursos disponíveis para acções de prevenção incluindo formação têm sido insuficientes.

Diante disso, exortou as universidades a colaborarem activamente, não só oferecendo infraestrutura e pessoal qualificado, mas também integrando parte dessas temáticas nos currículos. No fim da formação, espera‑se que os formandos actuem como multiplicadores, mobilizando e instruindo os seus pares universitários na luta contra o HIV, na prevenção da VBG e na promoção de ambientes mais inclusivos e saudáveis dentro das IES.