No âmbito da mitigação dos efeitos da COVID 19 a Associação Comunitária para o Desenvolvimento Humano-ASSCODECHA, procedeu na última sexta feira dia 18 de Março, com a entrega de 500 kits de produtos alimentares, beneficiando igual número de famílias.
Os kits ora entregues, compostos por arroz, sal, feijão, óleo, foram canalizados a famílias vulneráveis e com doentes crónicos dos diferentes bairros a nível do Distrito.
Testemunharam o acto as seguintes individualidades, Secretária Executiva do CPCS, Directores Distritais de Acção Social e Saúde que na ocasião, enalteceram o papel da Asscodecha no Distrito no que toca ao respeito pelo Direitos Humanos, na promoção de acesso aos serviços de saúde, educação,habitação etc.
A Secretária Executiva do CPCS, dra. Aldevina Nhantumbo Tsambe, encorajou esta agremiação a continuar a trabalhar em prol da comunidade, com enfoque na resposta ao HIV e SIDA através de acções de sensibilização para ATS, uso correcto e consistente do preservativo e adesão ao TARV.
De referir que a ASSCODECHA, desde o seu surgimento a 20 anos tem trabalhado em prol da inclusão, engajamento, empoderamento das comunidades vulneráveis e desfavorecidos.
Decorreu no último sábado (26.02), na Cidade de Maputo, a caminhada matinal alusiva a campanha Namoro Seguro. O itinerário de 3 quilómetros, iniciou no Centro de Saúde de Xipamanine e terminou no terminal interprovincial da Junta.
No local, diferentes actividades culturais, desportivas e recreativas marcaram o dia. Também houve espaço para distribuição e sensibilização sobre o uso correcto do preservativo.
O evento contou com participação do Secretário Executivo do CNCS, Dr Francisco Mbofana, Secretária Executiva do CPCS Cidade de Maputo, Aldevina Nhantumbo, Directora do Serviço de Saúde, Dra Sheila Lobo, Dr Danúbio Lado em representação da Sua Excelência o PCMM, Ezequiel Mahumane Director de Saúde Distrital em representação do Senhor Vereador, Individualidades, parceiros de cooperação, organizações comunitárias de base entre outros convidados.
Na ocasião, o Secretário Executivo do CNCS, Dr Francisco Mbofana enalteceu a escolha do local para a realização da actividade por ser estratégico e onde é possível alcançar várias pessoas.
Refira-se que esta iniciativa é levada a cabo pelo CNCS e parceiros, visa consciêncializar a população no geral e jovens sobre a necessidade do uso correcto e consistente do preservativo, como meio de prevenção do HIV, ITS e gravidez indesejada.
Conselhos Provinciais de Combate ao SIDA (CPCS) de Cabo Delgado e Nampula foram capacitados durante dois dias em matérias de HIV em períodos de emergência na Cidade de Pemba, Província de Cabo Delgado.
O evento foi dirigido por Sua Excelência Valige Tauabo, Governador Província de Cabo Delgado, que na ocasião classificou de desumana a violação de direitos humanos das pessoas vivendo com HIV.
Tauabo recomendou a todas as forças vivas da sociedade, a trabalharem arduamente, no sentido de melhorarem as condições de vida das pessoas infectadas pela epidemia do HIV, principalmente os deslocados que deixaram para trás todos os seus pertences e medicamentos.
Por sua vez, o Secretário Executivo do Conselho Provincial de Combate ao SIDA de Cabo Delgado, Teles Jemusse, explicou que a capacitação está alinhada com um dos objectivos do Plano Estratégico Nacional de Resposta ao HIV e SIDA (2021-2025) que visa fortalecer a resposta ao HIV em situações de emergência.
Para o dirigente, todos os anos milhares de moçambicanos são afectados por crises humanitárias resultantes tanto de fenómenos naturais extremos como cheias, ciclones, quanto de origem humana (por exemplo, terrorismo), daí ser importante trazer esta nova abordagem.
Jemusse informou ainda que uma proporção significativa de pessoas afectadas por estas crises, vivem com HIV e outras em alto risco de infecção pelo vírus.
Refira-se que este encontro teve duração de dois dias e juntou na mesma sala, pontos focais dos CPCS de Cabo Delgado e Nampula, técnicos do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de desastres (INGD), Ministério da Saúde (MISAU) e de diferentes sectores de actividades da província.
O Conselho Nacional de Combate ao SIDA (CNCS) e parceiros da resposta nacional ao HIV lançaram esta segunda-feira, 07 de Fevereiro, em Maputo, a campanha Namoro Seguro.
A cerimónia foi dirigida pelo Secretário de Estado da Juventude e Emprego Oswaldo Petersburgo e contou com a participação do Secretário Executivo do CNCS, Dr. Francisco Mbofana, parceiros de cooperação, representantes dos sectores público, privado e sociedade civil.
Discursando na ocasião, Oswaldo Petersburgo explicou que apesar do crescimento nas duas últimas décadas, o uso do preservativo continua a ser muito baixo em Moçambique, em que nalgumas populações prioritárias, dentre elas os adolescentes e jovens, as taxas de utilização estão 30% abaixo em relação aos países vizinhos, e muito longe da meta internacionalmente reconhecida de 95%.
O Secretário da Juventude e Emprego reconhece que a decisão do uso ou não do preservativo é uma questão de decisão individual ou do fórum dos parceiros, “mas vale recordar que os seus impactos atravessam a esfera individual ou do casal, afectando toda uma sociedade de forma social e económica, constituindo-se desta forma numa ameaça de saúde pública”.
O dirigente deixou um alerta para que a comunicação seja revigorada em grupos populacionais específicos, devendo explorar novas abordagens, bem como priorizadas mensagens e intervenções que estimulam não só o uso do preservativo, mas também a igualdade de género, diminuição da violência baseada no género e gravidezes indesejadas.
Por seu turno, o Secretário Executivo do CNCS, Dr. Francisco Mbofana sublinhou que a iniciativa surge como inspiração do Dezembro Vermelho e da necessidade de lembrar aos moçambicanos e adolescentes e jovens de que a epidemia do HIV não está controlada.
Mbofana recordou que um dos desafios do Plano Estratégico Nacional de Combate ao SIDA (2021-2025) é a redução de novas infecções por HIV “e este objectivo não será possível sem a contribuição valiosa do aumento do uso preservativo”.
O dirigente recordou que há necessidade de reforçar a gestão e supervisão do preservativo, aumentar a demanda e melhorar a disponibilidade da cadeia do preservativo.
O Secretário Executivo do CNCS, explicou que nos últimos anos, os recursos têm sido escassos. Daí a necessidade de se inovar e capitalizar todas as formas de passar a informação.
Já a representante da Plataforma da Sociedade civil para Saúde (PLASOC-M), Filomena Macandza, é desejo da organização que representa, ver os preservativos masculinos e femininos mais disponíveis e acessíveis para todos, principalmente nas zonas mais recônditas do país. E, as mensagens sobre o uso do preservativo fossem disseminadas com maior intensidade nas rádios comunitárias, usando as línguas nacionais.
Prosseguindo, referiu que estas iniciativas “nos orgulham e trazem uma mais-valia para o controlo da epidemia do HIV em Moçambique. Estas campanhas, deviam continuar, porque mantém viva a esperança de um futuro risonho com saúde”.
A Presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Emília Chambal referiu que os jovens estão “a deixar de usar o preservativo”.
Segundo a presidente do CNJ, apesar dos alertas de que o preservativo evita ITS e gravidez indesejada, diferentes justificativas aparecem e a ausência do preservativo vira hábito.
Prosseguindo, recordou que "o mundo e as conversas mudaram, as campanhas pelo uso do preservativo têm que evoluir", acrescentando que só assim será possível conquistar a juventude a colocar a mão na consciência e tomar o uso de preservativo como “boia salva vidas” no contexto de um mundo em que as novas infecções continuam altas.
Por sua vez, a coordenadora do PEPFAR, Jacquelyn Sesonga, frisou que a disseminação de mensagens sobre o reforço da importância do sexo seguro, abre espaço para o diálogo sobre o uso do preservativo nas famílias e comunidades.
Sesonga afirmou que Governo Americano, através do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio do SIDA (PEPFAR), apoia esta iniciativa, que visa assegurar o bem-estar e criar bases para um futuro estável, em particular dos adolescentes e jovens, na luta contra o HIV e SIDA através da prevenção.
A Coordenadora do PEPFAR considera que “este deve ser o esforço de todos nós, individual e colectivamente, para que os adolescentes e jovens possam ter um futuro melhor”.
Refira-se que a campanha Namoro Seguro vai decorrer durante todo o mês de Fevereiro envolvendo diferentes actividades.
A Cidade de Maputo acolheu sexta-feira, dia 4 de Dezembro, a caminhada matinal inserida no âmbito das actividades do Dezembro Vermelho, numa rota de 8 km.
A caminhada contou com participação de Sua Excelência Ministro da Saúde, Dr Armindo Tiago, Sua Excelência Presidente da Assembleia Municipal, Dr Samuel Mudumela, Sua Excelência Deputada Margarida Salimo, Exmo Senhor Secretário Executivo do CNCS, Dr Francisco Mbofana, bem como de Vereadores, Directores Municipais, Chefes de Departamentos, Chefe do Programa Municipal ITS, HIV/SIDA, Médicos Chefes Distritais, parceiros de cooperação e munícipes no geral.
Na sua intervenção, o Exmo. Senhor Secretário Executivo do CNCS, Francisco Mbofana enalteceu as actividades levadas a cabo no âmbito da campanha e exortou a necessidade de se intensificar acções para as comemorações do Dezembro Vermelho.
Por seu turno, Sua Excelência Ministro da Saúde, Dr. Armindo Tiago, agradeceu a participação de todos na caminhada e nos esforços empreendidos na resposta ao HIV.
Refira-se que este ano, o Dezembro Vermelho celebra-se sob lema "Acabar com as desigualdades. Acabar com o SIDA. Acabar com as pandemias".
A esposa do Presidente da República prometeu esta quarta-feira (1/12), dar todo o apoio necessário para mitigar o impacto negativo de HIV nas crianças. Isaura Nyusi, falava em Macia, distrito de Bilene, Província de Gaza, nas comemorações do Dia Mundial de Luta contra o SIDA.
Isaura Nyusi escalou o Centro de Saúde da Macia, onde procedeu à oferta de dois enxovais a bebés nascidos no dia 1 de Dezembro, manifestando assim, o seu compromisso em prol de uma infância condigna rumo a um futuro melhor.
A esposa do Chefe de Estado escalou também o Centro Social Integrado da Macia – SEKELEKA, onde para além de interagir e confraternizar com as crianças “flores que nunca murcham” ofereceu brindes, material escolar, géneros alimentícios, além de uma entrega simbólica de maios de compensação (carrinhas de rodas) a crianças com necessidades especiais.
Durante o seu discurso, Isaura Nyusi a prevenção continua a ser o caminho mais acertado para que tenhamos uma sociedade livre de HIV e SIDA.
Prosseguindo, afirmou que devemos apostar na prevenção, para que as crianças, adolescentes e jovens possam ter a oportunidade de contribuir com o seu saber para o desenvolvimento de Moçambique.
A Primeira-dama referiu que devemos também, devemos garantir que as crianças expostas ao HIV sejam diagnosticadas e iniciem o tratamento antirretroviral o mais rápido possível para se manterem saudáveis.
Por seu turno, a Vice-Embaixadora dos Estados Unidos da América em Moçambique, Abigail Dressel disse que devemos comemorar os avanços na área da saúde nos últimos 20 anos, uma vez que mais de 1,6 milhões de moçambicanos receberem medicação antirretroviral e todos os que testam positivo podem iniciar imediatamente o tratamento.
Abigail Dressel afirmou que ainda há muito trabalho por fazer porque “quase 40% das crianças que vivem com HIV não estão a receber esse tratamento que salva vidas e mais de 13 por cento das mães seropositivas transmitem a doença durante o parto”.
Refira-se que o Centro Social Integrado da Macia – SEKELEKA é uma instituição de caris social que oferece oportunidades de educação e formação em diversas áreas, sendo de destacar a serralharia, padaria, costura e informática.
A Ministra do Género Criança e Acção Social, Nyeleti Mondlane, considera que o estigma, a descriminação, entre outras desigualdades sociais, contribuem para o aumento dos casos positivos de HIV e SIDA no Mundo e no País em particular.
A Ministra falava na manhã desta quarta-feira (01/12) na Cidade de Inhambane, durante as cerimónias centrais do Primeiro de Dezembro, Dia Mundial da Luta contra o SIDA e Lançamento do Dezembro Vermelho , que este ano se comemora sob o lema: “Acabar com as desigualdades. Acabar com o SIDA. Acabar com as pandemias.”
Na ocasião, Nyeleti Mondlane, Ministra do Género Criança e Acção Social, afirmou que para o alcance do objectivo global, de erradicar o SIDA no mundo até 2030, urge a necessidade de acabar-se com as desigualdades económicas, sociais, culturais e legais, visto que condicionam em grande medida, na implementação de soluções comprovadas para o combate, prevenção e tratamento do HIV.
Nyeleti Mondlane, avançou ainda que o País, têm em manga, um novo Plano Estratégico Nacional de resposta ao HIV e SIDA, com vista a reduzir as novas infeções pela doença e mortes relacionadas ao SIDA, abordando as desigualdades que impulsionam a epidemia e eliminando o estigma e a descriminação em pessoas portadoras da doença.
Ainda neste contexto, a Ministra do Género Criança e Acção Social, Nyeleti Mondlane, mostrou-se satisfeita com o alargamento da rede sanitária, o aumento e a disponibilidade de serviços de tratamento antiretroviral em quase todas unidades sanitárias da Província, entre outras medidas tomadas, com vista a eliminação do vírus no País.
Por seu turno, o Secretário Executivo do Conselho Nacional de Combate ao SIDA (CNCS), Francisco Mbofana, entende que assim como as pandemias a relação entre HIV e a desigualdade é próxima e muito forte. “A primeira não pode ser combatida sem combater a segunda. Ou seja, para combater o HIV temos que combater as desigualdades.
Mbofana defendeu ainda que nem todos moçambicanos tem o mesmo risco ao HIV e nem todos tem o mesmo acesso aos serviços de HIV para podermos controlar a epidemia, daí ser importante acabar com as desigualdades.
O dirigente afirmou que o compromisso da instituição que dirige, é de trabalhar com a província, para assegurar que seja a primeira a alcançar o controlo da epidemia antes de 2030.
Já Ludmila Maguni, Secretária de Estado na Província de Inhambane, referiu que a Província de Inhambane, continua preocupada com os jovens adolescentes em particular as mulheres, que são mais vulneráveis à infecção pelo HIV, daí que é necessário redobrar esforços por forma a garantir uma comunicação adequada e holística, abordando todos os factores que contribuem para a sua vulnerabilidade, sem colocar de lado os factores culturais, que jogam um papel preponderante.
Maguni, avançou ainda que das 125.000 Pessoas Vivendo com o HIV em Inhambane, 90.640 estão em tratamento correspondentes a 72.5%, sendo que, 84.831 são pacientes com mais de 15 anos de idade e 5.809 de 0-14 anos de idade.
A Governante acredita, que estes números são fruto da oferta de dispensa trimestral de antiretrovirais em 142 unidades sanitárias, das 143 existentes, e consequente melhoria na adesão dos pacientes.
“Acabar com as desigualdades". Acabar com a SIDA. Acabar com as pandemias", é o lema das festividades do 1° de Dezembro, dia mundial de luta contra SIDA. O lema foi proposto pela ONUSIDA e destaca a necessidade urgente de acabar com as desigualdades que impulsionam o SIDA e outras pandemias ao redor do mundo.
A ONUSIDA defende que sem uma ação ousada contra as desigualdades, o mundo corre o risco de um retorno do HIV, bem como de uma pandemia prolongada de COVID-19 e de uma crise social e econômica contínua.
Mesmo após quarenta anos desde que os primeiros casos de HIV e SIDA foram relatados, o HIV ainda ameaça o mundo.Hoje, o mundo está longe de cumprir o compromisso compartilhado de acabar com o SIDA até 2030, e está mesmo arriscando um retorno, não por falta de conhecimento ou ferramentas para acabar com o SIDA, mas por causa das desigualdades estruturais que limitam soluções comprovadas para a prevenção e tratamento do HIV.
As desigualdades económicas, sociais, culturais e jurídicas devem ser eliminadas com urgência se quisermos acabar com o SIDA até 2030. Embora haja a percepção de que um momento de crise não é o momento certo para priorizar o enfrentamento das injustiças sociais subjacentes, é claro que, sem esse enfrentamento, a crise não poderá ser superada.
Combater as desigualdades é uma promessa global de longa data, cuja urgência só tem aumentado. Em 2015, todos os países se comprometeram a reduzir as desigualdades dentro e entre países como parte dos Objetivosde Desenvolvimento Sustentável. A Estratégia Global para SIDA 2021-2026: Acabar com as Desigualdades, Acabar com o SIDA e a Declaração Política sobre SIDA adotada na Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre SIDA 2021, tem como núcleo o fim das desigualdades.
Além de ser central para acabar com o SIDA, abordar as desigualdades promoverá um avanço em relação aos direitos humanos de populações-chave e pessoas que vivem com o HIV, tornará as sociedades mais preparadas para vencer a COVID-19 e outras pandemias e apoiará a recuperação econômica e a estabilidade. Cumprir a promessa de acabar com as desigualdades salvará milhões de vidas e beneficiará a sociedade como um todo.
Mas acabar com as desigualdades exige uma mudança transformadora. Políticas económicas e sociais precisam proteger os direitos de todas as pessoas e prestar atenção às necessidades das comunidades desfavorecidas e marginalizadas.
A Presidente do Conselho Distrital de Combate ao SIDA e administradora do distrito de Chiúre, província de Cabo Delgado, Etelvina Fevereiro, disse o projecto Goverment to Goverment (GIIG), financiado pelo Governo americano, melhorou a gestão da resposta ao HIV e SIDA naquela parcela do País.
Etelvina Fevereiro, explicou que o meio de transporte e o equipamento informático disponibilizado através do projecto, ajudou na simplificação do trabalho realizado pelo Ponto Focal do Conselho Distrital de Combate ao SIDA.
Os membros dos Conselhos Distritais de Combate ao SIDA (CDCS) foram capacitados em planificação, implementação e monitoria de acções de resposta ao HIV, que contribuíram para a melhoria do conhecimento e habilidades dos membros do CDCS.
Segundo a dirigente, o distrito de Chiúre é o mais populoso da província de Cabo Delgado e, um corredor “por isso, o combate ao HIV ainda é um desafio, devido em parte pela presença de mulheres trabalhadoras de sexo”.
Refira-se que em 2018, o Governo de Moçambique, através do Conselho Nacional de Combate ao SIDA e o Governo dos Estados Unidos de América, através da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), assinaram um acordo de financiamento materializado através da “Carta de Implementação IL-656-18-018-01 ao abrigo do 656-DOAG-656-18-018-0” que tem como objectivo o fortalecimento dos sistemas de resposta ao HIV.
O projecto tem sido implementado de forma faseada, tendo a primeira fase abrangido 5 províncias (Cabo Delgado, Niassa, Manica, Sofala e Inhambane) e em cada uma destas províncias foram seleccionados 3 distritos de acordo com os critérios estabelecidos perfazendo um total de 15 distritos.
As acções previstas no acordo acima referido, tinham o seu enquadramento no Plano Estratégico Nacional de Resposta ao HIV e SIDA (PEN IV 2016-2020) e continuarão a ter no PEN V e visam contribuir para o fortalecimento da coordenação e gestão da resposta nacional ao HIV e SIDA rumo ao controlo da epidemia de HIV até 2030.
O Conselho Nacional de Combate ao SIDA (CNCS) realiza diálogos comunitários em todos os distritos do País, no âmbito da campanha de resposta à Covid-19 baseada em direitos humanos.
Os diálogos serão liderados pelos Conselhos Provinciais de Combate ao SIDA e Pontos Focais Distritais e visamsensibilizar raparigas e população-chave sobre os seus direitos para a procura dos serviços, bem como sensibilizar líderes comunitários e religiosos sobre as violações de direitos humanos no âmbito da Covid-19.
A província da Zambézia deu o pontapé de saída, esta semana, com a realização de diálogos comunitários, num exercício que prevê abranger perto de duas mil pessoas, entre líderes comunitários e religiosos, profissionais de saúde, população-chave, pessoas vivendo com HIV e adolescentes e jovens.
Em respeito ao decreto presidencial para a contenção da propagação da pandemia da Covid-19, cada distrito desta província irá realizar quatro sessões, envolvendo diferentes grupos alvo.
Importa referir que as sessões de diálogos comunitários, estão inseridas no âmbito da campanha de resposta à Covid-19 baseada em direitos humanos, que para além desta actividade, inclui também a inserção de spots publicitários em todas as rádios comunitárias do País e distribuição de mais de 150 mil folhetos.