GOVERNO RENOVA COMPROMISSO NA LUTA CONTRA O HIV E SIDA

O Governo reafirmou esta segunda-feira, 1 de Dezembro, o seu compromisso em acelerar a resposta nacional ao HIV e SIDA, durante a cerimónia central do Dia Mundial de Luta contra o SIDA, realizada na Cidade de Maputo.

A Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, que falava em representação do Presidente da República, Daniel Chapo, sublinhou que o país tem vindo a “superar crises e transformar a resposta ao HIV”, lema que marca as celebrações deste ano.

Num tom de confiança, a dirigente destacou os progressos alcançados apesar dos desafios impostos por crises globais, incluindo a COVID-19 e os eventos climáticos extremos.

Segundo Levi, Moçambique demonstra resiliência e continua a registar avanços que reforçam a esperança de controlar a epidemia até 2030. Com efeito, apresentou resultados que colocam o país próximo das metas globais da ONUSIDA (95-95-95).

Destacou que, até Setembro de 2025, 87% das pessoas vivendo com HIV no país conheciam o seu estado serológico; 95% das pessoas que conhecem o seu estado estavam em tratamento e  91% das pessoas em tratamento tinham carga viral suprimida.

Entre outros ganhos, a Primeira-Ministra sublinhou o aumento do número de pessoas em tratamento antiretroviral (TARV), contando o país com cerca de 2 milhões de moçambicanos actualmente em  TARV,  constituindo “um dos maiores grupos de tratamento do mundo”, destacou.

Levi atribuiu estes avanços ao empenho dos profissionais de saúde, das comunidades, das organizações lideradas por jovens, mulheres e populações-chave, bem como ao apoio dos parceiros nacionais e internacionais.

Para maximizar os ganhos, o governo anunciou novas prioridades para reforçar a prevenção, cuidados, tratamento e protecção social com destaque a expansão da educação sexual abrangendo mais de 7 milhões de estudantes; aumento do acesso ao autoteste do HIV, especialmente para populações de difícil alcance. 

Consta ainda das prioridades do executivo a continuidade da entrega comunitária de medicamentos e dispensa para 3, 6 e até 12 meses; reforço da protecção às crianças, raparigas adolescentes, mulheres jovens e populações-chave. A aposta vai, igualmente, ser direccionada a  governação multissectorial envolvendo os sectores de saúde, educação, género, juventude, justiça e protecção social, assim como a ampliação da profilaxia pré-exposição (PrEP) e testagem dirigida a homens e jovens.

A governante afirmou que estas medidas visam reduzir o estigma, fortalecer a protecção social e garantir que mais moçambicanos tenham acesso a serviços de qualidade.

Apesar dos avanços, a Primeira-Ministra reconheceu que o país enfrenta desafios importantes, sobretudo a elevada incidência do HIV entre raparigas adolescentes e mulheres jovens. Refira-se que das 92 mil novas infecções ocorridas em 2024, 37% atingiram adolescentes e jovens, sendo que para cada nova infecção em rapazes, foram registadas três em raparigas da mesma faixa etária.

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