O Conselho Nacional de Combate ao HIV e SIDA (CNCS) participa, desde esta manhã (19 de Junho) em Maputo, no 50º Simpósio do Fundo Educacional da Sociedade Internacional do SIDA (IAS). O objectivo do encontro é debater soluções para a sustentabilidade da resposta ao HIV em Moçambique.
Com o tema “Um novo cenário para a resposta ao HIV em Moçambique”, o evento de dois dias reúne diversos actores, entre os quais, governo, sociedade civil, organizações nacionais e internacionais, em busca de estratégias inovadoras para fortalecer a resposta à epidemia.

Na abertura, o Secretário Executivo do CNCS, Francisco Mbofana, destacou os avanços alcançados referindo-se a expansão do acesso ao tratamento antirretroviral, o aumento da consciência sobre prevenção e uma redução de 38% nas novas infecções entre 2019 e 2024.

Mbofana salientou, porém, os desafios persistentes, destacando o elevado número de infecções entre raparigas adolescentes e mulheres jovens, e nas populações-chave, realidade que posiciona Moçambique como o segundo país da África Austral e Oriental com maior número de novas infecções, apenas atrás da África do Sul. Destacou igualmente a fraca cobertura geográfica e populacional da prevenção combinada, as barreiras socioculturais e estruturais, assim como a insuficiência de financiamento para a prevenção primária do HIV como sendo alguns factores que contribuem para o insucesso da resposta nacional.
“Persiste o estigma e a discriminação, sendo estas as principais barreiras da resposta nacional. É por isso que hoje falamos de um novo cenário – um cenário que exige transformação, inovação e coragem”, sublinhou Mbofana.
Ainda na sessão de abertura, representantes da IAS, Elizabeth Irungu e Kenneth Ngure, membro do Conselho Directivo e Presidente eleito, respectivamente, reforçaram a importância do simpósio como espaço de troca de experiências, criação de sinergias, por forma a tomar-se decisões baseadas em evidências científicas, promovendo uma resposta mais sustentável ao HIV e SIDA no país.

Coordenado pelo Governo, o evento é organizado pelo IAS e o Comité para a saúde de Moçambique (CSM)