As cerimónias centrais do Dia Mundial de Luta contra o SIDA terão lugar na segunda-feira, 1 de Dezembro de 2025, na cidade de Maputo. As celebrações serão também realizadas a nível provincial e distrital.
O anúncio foi feito na quinta-feira (27) pelo Secretário Executivo do Conselho Nacional de Combate ao SIDA (CNCS), Dr. Francisco Mbofana, durante uma conferência de imprensa na sede da instituição, em Maputo.

Segundo o SE-CNCS, o evento assinala o início das actividades nacionais alusivas à data. A cerimónia será dirigida pela Primeira-Ministra, Dra. Maria Benvinda Levy, que também preside o CNCS. Está prevista a presença de representantes do governo, parceiros de cooperação, sociedade civil, Nações Unidas e pessoas afectadas ou infectadas pelo HIV.
Na mesma ocasião, será lançado o Dezembro Vermelho, movimento nacional de sensibilização sobre o HIV e SIDA, uma iniciativa criada em 2001 para ampliar as acções de prevenção, tratamento e mobilização social ao longo de todo o mês.
“Dezembro Vermelho é um movimento que reforça o trabalho do dia-a-dia. Começa no dia 1 e termina a 30 de Dezembro. Mas, na prática, a sensibilização continua ao longo do ano porque precisamos trazer mais pessoas aos serviços de prevenção e tratamento disponíveis”, afirmou.
O SE-CNCS destacou que o Dia Mundial de Luta contra o SIDA é uma oportunidade para reforçar a mensagem de união e responsabilidade colectiva. Sublinhou ainda a importância do combate ao estigma e à discriminação, apontados como barreiras que afastam muitos cidadãos dos serviços de saúde.

As celebrações deste ano decorrem sob o lema “Superar as Crises, Transformar a Resposta ao HIV e SIDA”. O lema reflecte os desafios actuais decorrentes da redução do financiamento internacinal para a resposta a epidemia a nível global e nacional.
“Estamos a enfrentar cortes de financiamento. Para superar as crises, precisamos adaptar a resposta e mostrar resiliência. Não podemos continuar a fazer as coisas da mesma forma”, explicou.
Durante o mês de Dezembro, o CNCS prevê várias actividades de mobilização comunitária, com enfoque na juventude e nas populações-chave. Estão programadas feiras de saúde, debates radiofónicos e televisivos, webinários e a divulgação de informação nos órgãos de comunicação social, para garantir que mais pessoas tenham acesso a mensagens de prevenção e cuidados relacionados com o HIV e SIDA.